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Estudantes em GREVE por eleições diretas para diretor.

    O governo do Estado de Pernambuco publicou no Diário Oficial a lista de diretores das 253 escolas de referência em ensino médio (EREM) e 20 escolas técnicas em todo o estado. O processo foi realizado sem nenhuma consulta a comunidade escolar, só com a realização de uma prova, analise de currículo e entrevista. Ficando a cargo do Governador a indicação de quem será o novo diretor.
   Após a divulgação dos nomes dos novos diretores os estudantes ficaram bastante revoltados e se mobilizaram contra a medida do Governo do Estado e exigiam eleições diretas para diretor.
Em Caruaru, onde o movimento ganhou mais força e organização, os estudantes liderados pela União dos Estudantes de Pernambuco (UESPE) e a União dos Estudantes de Caruaru (UESC), realizaram atos, passeatas e chegando ao ápice de decretar greve estudantil em duas escolas.
   Estudantes da EREM Nelson Barbalho, o Estadual de Caruaru, e da Escola Dom Vital decretaram greve estudantil, por tempo indeterminado em defesa das eleições diretas para gestor da escola. Após dois dias de Greve a escola Dom Vital em assembleia decidiu terminar a greve, exigiu da Secretaria de Educação que até 2 de abril ocorra o  processo de eleição direta para diretor, caso não ocorra os estudantes decretarão greve novamente.  Já a Escola Estadual de Caruaru continua em greve e intensa mobilização.
Segundo Gleyson Rodrigues, diretor da UESPE, “ o protesto não é pela manutenção dos diretores e sim pela liberdade da comunidade escolar decidir os rumos da gestão da escola, e isto não foi garantido. Por isso defendemos eleições diretas para diretor” e disse mais “consideramos que democracia se constrói, e não se impõe sem a participação da sociedade”.
   O Secretário de Educação, Ricardo Dantas declarou que “o processo é democrático porque nesta seleção puderam participar todos os professores”, porem a escolha é feita pelo governador, não endentemos isso como exemplo de democracia.
   A democracia não está apenas na  possibilidade da escolha por parte do governo e sim em garantir o direito da escola decidir quem será o diretor. O Modelo de Gestão Democrática passa por garantir amplos direitos democráticos nas escolas, esta é a melhor maneira de ensinar a juventude noções de democracia, não apenas nos livros e sim na prática.

REBELE-SE com força no IFPE campus Recife

    Nos dias 24 a 27 de Novembro ocorrerá o 39º Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), onde definirá o rumo que a entidade terá nos próximos anos e elegerá a nova diretoria.

UESPE e CHAPA REBELE-SE denunciando a atitude do grêmio

    A eleição dos dos delegados do IFPE - campus Recife foi marcada para o dia 30 de setembro pelo própio grêmio, foram inscritas duas chapas: "REBELE-SE"(apoiada pela UESPE) e a outra "Tenho Algo a dizer" (apoiada pelo grêmio).
     Vendo que os estudantes em sala de aula estão repudiando o grêmio. Desesperados estão tentando adiar a eleição e para piorar ainda colocaram que a culpa foi da direção que nada teve haver com isto.
      Infelizmente esta atitude só voltou contra eles própios, quando a chapa REBELE-SE passou em sala denuncia a atitude do grêmio, os estudantes repudiaram este esforço deles. Mas felismente mais cedo ou mais tarde chegará a hora da virada. Vote na Chapa REBELE-SE

O Povo se Levanta em toda parte do Mundo

     Os mesmos grandes meios de comunicação da burquesia que há vinte anos comemoram a queda do muro de Berlim e dos gorvernos revisionistas no Leste Europeu, o fim da história e da classe operária, agora, (na verdade há três anos), estampam manchetes sobre greves dos trabalhadores, passeatas estudantis, insurreições e a derrubada de governos pró-imperialistas em vários países.


    Na Grécia, ocorreram cinco greves gerais no último ano. Na França, 2,87 milhões de trabalhadores ocuparam as ruas contra a reforma da previdência e em defesa de empregos e salários. Na Espanha, com a adesão de mais de 70 % da população, os trabalhadores pararam contra a redução do salário dos funcionários públicos.
    Também organizaram greves gerais os trabalhadores da Irlanda, Portugal. Letônia, Lituânia, Polônia, Republica checa, Romênia, Servia, Chipre, Itália, África do Sul e de várias províncias da China. Novembro, em Londres - Inglaterra, milhares de estudantes tomaram as ruas em protesto contra o aumento de mensalidades e o corte de verbas para educação.
    Nos EUA, apesar do silêncio dos meio de comunicação, é cada vez maior o número de greves e mobilizações contra cortes nos programas sociais e demissões de funcionários públicos.
Levantes populares
    No final do ano passado, foi a vez dos povos africanos e arábes afirmarem que não estavam mais dispostos a viver sob o tacão de governos fascistas e corruptos e conviver com o desemprego e a pobreza em seus países.
    Primeiro se levantou o povo da Tunísia contra ditadura de Ben Ali, que durante 23 anos e sob a proteção de sucessivos governos da França e dos EUA, promoveu assassinatos e opositores, encheu as cadeia de presos políticos, praticou gigantescas fraudes eleitorais e promoveu a maior corrupção da história da Túnisia.
Inspirados pela insurreição tunisiana, milhares de trabalhadores e estudantes do Egíto promoveram gigantescos protestos contra o ditador Hosni Mubarak, importante aliado dos Estados Unidos. Mas como não há no mundo força maior que o povo em luta, o ditador egípicio após um mês de intensas mobilizações teve que abandonar o poder.
    As revoltas populares na Túnísia e no Egito vir
aram um rastilho de pólvura que se espalhou por dezenas de países.Na Líbia, a população assumiu o controle de várias cidades e impõe um cerco ao governo de Muammar Gaddafi. Vigorozas manifestações clamam por mundanças em Bahrein, Marrocos, Irã, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Iêmen Sudão e Argélia.
    Todas estes levantes demonstram a disposição dos povos em defenderem uma país sem miséria e exploração.